segunda-feira, 21 de junho de 2010

Prefeito de Palhoça promete construção de passagem alternativa ao pedágio

Desde sábado 19, moradores de Palhoça, na Grande Florianópolis, que passam pela praça de pedágio, no km 221 da BR-101, voltaram a pagar a taxa para concessionária Autopista Litoral Sul. A decisão em reativar a cobrança ocorreu depois de vencido o limite de R$ 15 mil para os cerca de 2,3 mil veículos cadastrados pela prefeitura.Como a medida foi tomada no fim de semana, a previsão é de que, a partir desta segunda-feira, as reclamações aumentem por causa de um maior fluxo de veículos. O prefeito de Palhoça, Rogério Heiderscheidt, reagiu e promete retomar a obra de um caminho alternativo. Ele voltou a falar no acesso via Guarda do Cubatão. O trecho de aproximadamente seis quilômetros fica a cerca de dois quilômetros da praça, mas precisa de uma ponte.Neste domingo, o prefeito se reuniu com secretários para tratar do assunto junto à Câmara de Vereadores. Nesta semana o assunto deve estar em discussão. O limite atual de isenção é resultado do Imposto Sobre Serviços (ISS). Os outros R$ 15 mil propostos no projeto seriam fruto do orçamento da Secretaria de Receita do município. Heiderscheidt disse que faltou sensibilidade aos diretores da empresa concessionária já que havia encaminhado projeto de lei para a Câmara de Vereadores pedindo aumento de R$ 15 mil para R$ 30 mil e isenção nos domingos e feriado. — Nossa reação é proporcional. Vamos fazer uma obra que fará com que todos os usuários da BR-101, independente de serem ou não de Palhoça, possam usar o caminho alternativo. O prefeito preferiu não falar no valor total da obra sem que tenha um projeto autorizado pela Câmara Municipal, mas disse que parte do trecho que poderá ser utilizado está asfaltado e falou da alternativa via Guarda do Rio Cubatão.Construção de ponte deverá custar R$ 3 milhõesUma ponte de concreto na Rua Nereu Ghizoni com custo estimado em R$ 3 milhões é o principal projeto. Ao atravessar o rio é possível escolher um dos três caminhos. O primeiro é o mais curto e leva direto à saída do Bairro Pachecos. Um segundo permite alcançar a Barra do Aririú e o terceiro é alternativa para chegar à BR-282. — Todos sabem que sempre fomos contra o pedágio, pois é um absurdo ter um município dividido ao meio com uma obra como esta. Quisemos a mudança da praça e a isenção para os moradores, mas perdemos. Agora nossa paciência se esgotou — disse o prefeito. Heiderscheidt aproveitou para questionar o andamento das obras de duplicação. — Onde estão os elevados do Aririú e o rodoanel? Pelo que sabemos, o rodoanel só começa em 2014 — provocou. O prefeito lembrou o relatório da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), de 2009, que mostra trechos inacabados ou ainda inexistentes. Aristides dos Anjos, morador do Pontal, utilizou o pedágio na tarde de domingo. Pagou R$ 1,20 e aproveitou para reclamar: — Passar uma ou outra vez não resulta em problema financeiro, mas para quem precisa utilizar a rodovia diariamente pesa. A Autopista Litoral Sul informou através de sua assessoria de imprensa que não irá se manifestar. Isso só ocorrerá quando uma nova lei ou um aditivo existente que garanta a isenção aos moradores for concretizada.Enquanto isso não ocorrer, a placa com a Lei Municipal 035/2010 permanece no local por onde trafegavam os carros cadastrados.

Fonte: Diário Catarinense

Um comentário:

  1. Esta é uma novela de muitos capítulos, e o pior, está apenas no começo.
    Abçs
    marquinho leite

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